A POSTURA DO BOM OBREIRO
I.
Introdução.
O Ministério é fundamental para a edificação
do Corpo de Cristo, bem como para o crescimento da Sua Igreja em toda a face da
terra. O Apóstolo Paulo deixa bem clara sua finalidade: “tendo em vista o
aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo
de Cristo” (Ef 4.12). A Igreja do Senhor Jesus necessita de bons ministros, (Lc
10.2).
II.
Importância
e necessidade na Igreja.
1)
O ministério no
Antigo Testamento. (Nm 3.5,6; 8.10-15)
2) O ministério no Novo Testamento.
a- No sentido geral, todo crente pode servir ao Senhor, (I
Pe 2.9). É o atender ao convite geral de Jesus para a salvação, (Mt 11.28).
b- No sentido específico, o Senhor chama alguns e os
capacita, (Mt 4.19).
3) Termos aplicados no Novo Testamento.
a- Ministros,
(I Tm 4.6). Gr. “diakonos”. Significa
(servo, servidor).
ð
O ministro como “servo” fala de: trabalho e
submissão.
b- Presbítero,
(I Pe 5.1-3; II Jo 1). Gr. “presbuteros”.
Significa pessoa madura, sábia, experiente.
ð
O ministro como “presbítero” fala de: maturidade
em todos os sentidos. Paulo diz “não neófito”, (I Tm 3.6).
c-Bispo,
(At 20.28) Gr. “episcopos”. Significa
vigia, supervisor, administrador.
ð
O ministro chamado “bispo” fala de estar atento,
alerta, vigilante, (Nm 8.24,25; At 20.29). Portanto, é preciso ter boa visão
espiritual. Existem perigos camuflados por toda parte.
d- Pastor,
(Ef 4.11). Gr. “poimeem”. Significa
protetor, provedor, guia (em relação ao rebanho).
ð
O ministro chamado “pastor”, fala do cuidado com
o rebanho, não somente alimentando-o e guiando-o, mas principalmente,
defendendo-o e protegendo-o.
4) A importância e dignidade do ministério.
As mais
diversas designações a que as Escrituras atribuem ao ministro mostram a
dignidade e a importância do ministério.
a-
Anjo do Senhor, (Ml 2.7).
b-
Anjo da Igreja, (Ap 1.20; 2.10).
c-
Estrela (na destra do Senhor), Ap 1.16,20.
d-
Embaixador de Cristo, (II Co 5.20).
e-
Ministro de Cristo, (I Co 4.1).
f-
Despenseiro, (I Co 4.1).
g-
Defensor da fé, (Fp 1.7,16, 17; Jd 3).
h-
Cooperador de Deus, (I Co 3.9).
i-
Homem de Deus, (I Tm 6.11; II Tm 3.17).
j-
Servo,
(Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1; II Pe 1.1; Tg 1.1; Jd 1)
III.
Vida pessoal
do ministro.
É fundamental
ao bom ministro de Deus sua preocupação com a vida pessoal. Muitos têm
negligenciado nesta área e fracassaram. Paulo recomenda: “tem cuidado e ti mesmo e da doutrina...” (I Tm 4.16). O ministro
de Deus precisa ter sempre em mente quem é: O ministro é um homem chamado por Deus, (Jr
3.15).
·O ministro é um homem procurado por Deus, (Ez
22.26-31).
·O ministro é um homem a serviço de Deus, (At
20.28). E como tal, deve manter uma vida íntegra e acima de qualquer suspeita.
1) Seu relacionamento Com Deus.
a) Sua chamada.
O ministério não é um cargo e sim um dom a ser exercido. O cargo é temporário,
já o dom ministerial é concedido por Deus, é dado sem arrependimento e como
tal, é permanente.
Existem alguns
tipos de chamadas para o Ministério, segundo o Pr. José Apolônio.
ð A chamada humana: “Vem, estamos precisando de você, vamos te consagrar”,
etc. Nesta, Deus não tem nenhuma participação, (Jz 17.10). É muito perigosa.
ð
Chamada
própria: O candidato se apresenta e se oferece para o trabalho, a
exemplo de Ló. Abraão foi chamado por Deus, mas Ló, seu sobrinho, “foi com ele”
(Gn 12.4). São daqueles que o pastor se muda para outro campo de trabalho e
leva consigo seus amigos, parentes e auxiliares só para atrapalhar e criar
problemas com os obreiros locais. Aimaás é outro exemplo, (II Sm 18.19).
A diferença:
a Bíblia diz que Ló olhou para a campina regada, (Gn 13.10); Abraão olhou para
“os céus”, (Gn 15.5).
ð
Chamada
Divina: É da maior importância para o ministro de Deus saber quem o
chamou para o ministério. A chamada divina é inconfundível. Quando Deus chamou
a Paulo (At 9.15), falou com Ananias dizendo-lhe que tinha chamado a Paulo para
o ministério. Em At 22.17,22, Deus também falou com Paulo diretamente.
1. Geral. (At
1.8).
2. Específica.
3. A trindade e a
chamada ministerial.
·Deus, o Pai chama: (Is 43.10; Am 7.14,15; Jo
1.6; Jr 1.5-7).
·Deus, o Filho chama: (Jo 15.16; 20.21; I Tm
1.12).
·Deus, o Espírito Santo chama: (At 20.28; I Co
6.19,20).
ð
O que
o ministério não é:
1. O ministério não
é emprego, (Jz 17.7-13; 18.3,4). Jesus referiu-se aos profissionais, (Jo
10.13).
2. O ministério não é hereditário nem
transferível.
3. O ministério não é cargo apenas. É algo
mais é dom de Deus.
4.
O ministério é
uma vocação. Qualquer pessoa pode exercer sua profissão sem a menor
vocação, porem nenhum ministro exercerá o ministério sem o devido chamamento e
vocação do Senhor, sem causar muitos desastres.
5. O ministério é dado por Deus, de várias
formas:
Arão foi chamado à distância, ele nem mesmo
sabia, (Ex 4.14-16).
A chamada de Davi: Samuel o líder escolheu
Eliabe, (I Sm 16.6); Jessé, o pai, escolheu Aminadabe, (v.8); Deus, o dono da
obra escolheu a Davi, que nem presente estava, (v.7).
·Jonas foi chamado, independente de sua vontade,
(Jn 1.1-3; Am 7.14,15). Levi, (Mc 2.14). Paulo, At 26.16).
b) Sua vida devocional:
ð Oração:
Davi, (Sl 55.17); Daniel, (Dn 6.10); Jesus, (Mt 26.44).
ð Leitura
Sistemática das Escrituras: (Sl 119.97; 119.147)
Como prevenção, (Sl 119.11).
Consolo, (119.50).
Direção de Deus, (Sl 119.105).
Ordenar os passos, (119.133).
Para alcançar a tríplice bênção, (Ap 1.3).
c) Seu Preparo.
ð A
chamada divina não prepara o ministro.
ð Diante
da convicção da chamada divina, deve o homem de Deus, buscar de todas as
formas, o seu devido preparo.
ð Áreas
de preparação: Cultural, Bíblica, Teológica, etc.
d) Suas qualificações.
1.Honesto (ARC), ordeiro (ARA), (I Tm 3.2,3). Significa
que o ministro deve cumprir seus deveres e por em ordem sua vida interior.
Ordenando sua vida interior, o homem de Deus passa a ser exemplo:
Nos negócios, (I Ts 4.10-12; Cl 3.23
Na sociedade, (I Co 10.31-33; Cl 4.5,6; I Pe
2.12-15
Na igreja, (Fp 1.27; Rm 14.19; Fp 2.3,4).
2. Irrepreensível, (3.2); Paulo escolheu a Timóteo como
seu companheiro de viagem, porque “dele
davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icôneo”, (At 16.2).
3. Hospitaleiro, (3.2);
4. Apto para ensinar, (3.2);
5. Não dado ao vinho, (3.3);
6. Não espancador, não violento, (3.3; Tt 1.7).
7. Não avarento, (3.3). A avareza conduz o servo de Deus
ao fracasso ministerial. Hoje a Igreja tem sofrido graças à “mercenários”,
homens que fazem do Evangelho, verdadeira fonte de enriquecimento pessoal.
A avareza levou Acã apanhar o que era ilícito
mesmo sabendo das conseqüências, (Js 7.21), levou Balaão a dar conselhos em troca
dos prêmios de Balaque, (Nm 31.15,16; 22.5; 23.8; II Pe 2.15; Jd 11; Ap
2.14), levou Judas a trair o Salvador Jesus
por trinta moedas de prata, (Mt 26.14-16).
8. Não dominador, (III Jo 9-11). O ministro não é um ditador, nem dono da
igreja, e sim um servo.
9. Paciente, bondoso, perseverante, (3.3);
10. Pacífico,
(3.3);
11. Não
soberbo,
12. Não
irascível, (Tt 1.7). o que se ira com facilidade demonstra desequilíbrio e
insegurança.
13.Não
arrogante, (Tt 1.7). Mesmo sabendo que está errado não aceita obedecer. O
arrogante busca sempre seus próprios interesses e direitos. Não respeita os
direitos, sentimentos e interesses dos outros.
14. Amigo
do bem, (1.8);
15. Justo,
honesto e piedoso, (1.8);
16. Santo
limpo e moral, (1.8);
17. Temperante,
vigilante, (1.8); Moderado em seus apetites, quanto à bebida, comida e sexo, (I
Tm 3.2).
18. Que
retêm firme a palavra fiel, (1.9);
19. Atitude
exemplar familiar, (Tm 3.2-7);
20. Sóbrio,sensato,
cordato, prudente, (I Tm 3.2; I Pe 1.13; 4.7; 5.8; Tt 1.8);