sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A POSTURA DO BOM OBREIRO.

 A POSTURA DO BOM OBREIRO

I.                   Introdução.

O Ministério é fundamental para a edificação do Corpo de Cristo, bem como para o crescimento da Sua Igreja em toda a face da terra. O Apóstolo Paulo deixa bem clara sua finalidade: “tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12). A Igreja do Senhor Jesus necessita de bons ministros, (Lc 10.2).

II.                Importância e necessidade na Igreja.
1)      O ministério no Antigo Testamento. (Nm 3.5,6; 8.10-15)
2)      O ministério no Novo Testamento.
a- No sentido geral, todo crente pode servir ao Senhor, (I Pe 2.9). É o atender ao convite geral de Jesus para a salvação, (Mt 11.28).

b- No sentido específico, o Senhor chama alguns e os capacita, (Mt 4.19).

3)      Termos aplicados no Novo Testamento.

a-  Ministros, (I Tm 4.6). Gr. “diakonos”. Significa (servo, servidor).

ð  O ministro como “servo” fala de: trabalho e submissão.

b-   Presbítero, (I Pe 5.1-3; II Jo 1). Gr. “presbuteros”. Significa pessoa madura, sábia, experiente.

ð  O ministro como “presbítero” fala de: maturidade em todos os sentidos. Paulo diz “não neófito”, (I Tm 3.6).

c-Bispo, (At 20.28) Gr. “episcopos”. Significa vigia, supervisor, administrador.

ð  O ministro chamado “bispo” fala de estar atento, alerta, vigilante, (Nm 8.24,25; At 20.29). Portanto, é preciso ter boa visão espiritual. Existem perigos camuflados por toda parte.

d- Pastor, (Ef 4.11). Gr. “poimeem”. Significa protetor, provedor, guia (em relação ao rebanho).

ð  O ministro chamado “pastor”, fala do cuidado com o rebanho, não somente alimentando-o e guiando-o, mas principalmente, defendendo-o e protegendo-o.



4)      A importância e dignidade do ministério.

As mais diversas designações a que as Escrituras atribuem ao ministro mostram a dignidade e a importância do ministério.

a-      Anjo do Senhor, (Ml 2.7).
b-      Anjo da Igreja, (Ap 1.20; 2.10).
c-      Estrela (na destra do Senhor), Ap 1.16,20.
d-     Embaixador de Cristo, (II Co 5.20).
e-      Ministro de Cristo, (I Co 4.1).
f-       Despenseiro, (I Co 4.1).
g-      Defensor da fé, (Fp 1.7,16, 17; Jd 3).
h-      Cooperador de Deus, (I Co 3.9).
i-        Homem de Deus, (I Tm 6.11; II Tm 3.17).
j-        Servo, (Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1; II Pe 1.1; Tg 1.1; Jd 1)

III.             Vida pessoal do ministro.
É fundamental ao bom ministro de Deus sua preocupação com a vida pessoal. Muitos têm negligenciado nesta área e fracassaram. Paulo recomenda: “tem cuidado e ti mesmo e da doutrina...” (I Tm 4.16). O ministro de Deus precisa ter sempre em mente quem é: O ministro é um homem chamado por Deus, (Jr 3.15).
·O ministro é um homem procurado por Deus, (Ez 22.26-31).
·O ministro é um homem a serviço de Deus, (At 20.28). E como tal, deve manter uma vida íntegra e acima de qualquer suspeita.

1)  Seu relacionamento Com Deus.

a) Sua chamada. O ministério não é um cargo e sim um dom a ser exercido. O cargo é temporário, já o dom ministerial é concedido por Deus, é dado sem arrependimento e como tal, é permanente.

Existem alguns tipos de chamadas para o Ministério, segundo o Pr. José Apolônio.

ð A chamada humana: “Vem, estamos precisando de você, vamos te consagrar”, etc. Nesta, Deus não tem nenhuma participação, (Jz 17.10). É muito perigosa.


ð  Chamada própria: O candidato se apresenta e se oferece para o trabalho, a exemplo de Ló. Abraão foi chamado por Deus, mas Ló, seu sobrinho, “foi com ele” (Gn 12.4). São daqueles que o pastor se muda para outro campo de trabalho e leva consigo seus amigos, parentes e auxiliares só para atrapalhar e criar problemas com os obreiros locais. Aimaás é outro exemplo, (II Sm 18.19).

A diferença: a Bíblia diz que Ló olhou para a campina regada, (Gn 13.10); Abraão olhou para “os céus”, (Gn 15.5).

ð  Chamada Divina: É da maior importância para o ministro de Deus saber quem o chamou para o ministério. A chamada divina é inconfundível. Quando Deus chamou a Paulo (At 9.15), falou com Ananias dizendo-lhe que tinha chamado a Paulo para o ministério. Em At 22.17,22, Deus também falou com Paulo diretamente.

1.  Geral. (At 1.8).
2.  Específica.
3.  A trindade e a chamada ministerial.
·Deus, o Pai chama: (Is 43.10; Am 7.14,15; Jo 1.6; Jr 1.5-7).
·Deus, o Filho chama: (Jo 15.16; 20.21; I Tm 1.12).
·Deus, o Espírito Santo chama: (At 20.28; I Co 6.19,20).

ð  O que o ministério não é:

1. O ministério não é emprego, (Jz 17.7-13; 18.3,4). Jesus referiu-se aos profissionais, (Jo 10.13).

2. O ministério não é hereditário nem transferível.
3. O ministério não é cargo apenas. É algo mais é dom de Deus.
4.      O ministério é uma vocação. Qualquer pessoa pode exercer sua profissão sem a menor vocação, porem nenhum ministro exercerá o ministério sem o devido chamamento e vocação do Senhor, sem causar muitos desastres.

5.      O ministério é dado por Deus, de várias formas:
Arão foi chamado à distância, ele nem mesmo sabia, (Ex 4.14-16).
A chamada de Davi: Samuel o líder escolheu Eliabe, (I Sm 16.6); Jessé, o pai, escolheu Aminadabe, (v.8); Deus, o dono da obra escolheu a Davi, que nem presente estava, (v.7).
·Jonas foi chamado, independente de sua vontade, (Jn 1.1-3; Am 7.14,15). Levi, (Mc 2.14).   Paulo, At 26.16).

b) Sua vida devocional:
ð  Oração: Davi, (Sl 55.17); Daniel, (Dn 6.10); Jesus, (Mt 26.44).
ð  Leitura Sistemática das Escrituras: (Sl 119.97; 119.147)
 Como prevenção, (Sl 119.11).
Consolo, (119.50).
Direção de Deus, (Sl 119.105).
Ordenar os passos, (119.133).
Para alcançar a tríplice bênção, (Ap 1.3).

c) Seu Preparo.
ð  A chamada divina não prepara o ministro.
ð  Diante da convicção da chamada divina, deve o homem de Deus, buscar de todas as formas, o seu devido preparo.

ð  Áreas de preparação: Cultural, Bíblica, Teológica, etc.
d) Suas qualificações.

1.Honesto (ARC), ordeiro (ARA), (I Tm 3.2,3). Significa que o ministro deve cumprir seus deveres e por em ordem sua vida interior. Ordenando sua vida interior, o homem de Deus passa a ser exemplo:
Nos negócios, (I Ts 4.10-12; Cl 3.23
Na sociedade, (I Co 10.31-33; Cl 4.5,6; I Pe 2.12-15
Na igreja, (Fp 1.27; Rm 14.19; Fp 2.3,4).

2. Irrepreensível, (3.2); Paulo escolheu a Timóteo como seu companheiro de viagem, porque “dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icôneo”, (At 16.2).

3.  Hospitaleiro, (3.2);
4.  Apto para ensinar, (3.2);
5.  Não dado ao vinho, (3.3);
6.  Não espancador, não violento, (3.3; Tt 1.7).
7. Não avarento, (3.3). A avareza conduz o servo de Deus ao fracasso ministerial. Hoje a Igreja tem sofrido graças à “mercenários”, homens que fazem do Evangelho, verdadeira fonte de enriquecimento pessoal.
A avareza levou Acã apanhar o que era ilícito mesmo sabendo das conseqüências, (Js 7.21), levou Balaão a dar conselhos em troca dos prêmios de Balaque, (Nm 31.15,16; 22.5; 23.8; II Pe 2.15; Jd 11; Ap 2.14), levou Judas a trair o Salvador Jesus por trinta moedas de prata, (Mt 26.14-16).
8.   Não dominador, (III Jo 9-11).  O ministro não é um ditador, nem dono da igreja, e sim um servo.

9.  Paciente, bondoso, perseverante, (3.3);
10.  Pacífico, (3.3);
11.  Não soberbo,
12.  Não irascível, (Tt 1.7). o que se ira com facilidade demonstra desequilíbrio e insegurança.

13.Não arrogante, (Tt 1.7). Mesmo sabendo que está errado não aceita obedecer. O arrogante busca sempre seus próprios interesses e direitos. Não respeita os direitos, sentimentos e interesses dos outros.

14.  Amigo do bem, (1.8);
15.  Justo, honesto e piedoso, (1.8);
16.  Santo limpo e moral, (1.8);
17.  Temperante, vigilante, (1.8); Moderado em seus apetites, quanto à bebida, comida e sexo, (I Tm 3.2).
18.  Que retêm firme a palavra fiel, (1.9);
19.  Atitude exemplar familiar, (Tm 3.2-7);

20.  Sóbrio,sensato, cordato, prudente, (I Tm 3.2; I Pe 1.13; 4.7; 5.8; Tt 1.8); 

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