quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Crentes de comportamento anti-Cristão.

Já passei por diversos momentos de crise na vida, lutas intensas, às vezes pensando que a derrota era certa, mas Deus sempre virou o cativeiro e concedeu vitórias.

Algo que me chama a atenção é o comportamento de alguns crentes quando vêem seu semelhante passando por esses momentos , invertem tudo o que a bíblia nos ensina, vejamos os contrastes.

Sempre que alguém está na prova, seja ela, na saúde, nas finanças, ou mesmo espiritual, os chamados crentes modernos, usam de alguns artifícios para ficarem na margem do problema e a primeira desculpa que dão é que “Deus está tratando” e que eles não podem ajudar uma pessoa na prova senão a luta será dele, porém a Bíblia nos ensina justamente o contrário, em Tiago 4:17 a Bíblia diz que quem sabe fazer o bem e não faz, comete pecado, não fala para analisarmos a situação de quem precisa, fala de fazer o bem, ajudar, estender a mão, fazer algo para ajudar, estender a mão a quem precisa estar junto, caminhar lado a lado, literalmente fazer o bem e não olhar a quem.

É tempo de pararmos de usar de artifícios e dizer que é Deus quem orienta para justificar a preguiça e a falta de amor ao próximo, vidas estão perecendo dentro e fora das igrejas e os crentes estão inertes, olhando para seus próprios umbigos e achando que vão para o céu.

Gosto muito de usar experiências vividas por mim para exemplificar o que falo esses dias acompanhando minha mãe no hospital, vi apenas um pastor lá orando pelo povo e de vez em quando um crente ou outro nas visitas, porém católicos e espíritas estavam na portaria do hospital, com panfletos de evangelização e se oferecendo para visitar os enfermos, estavam em grupos e cadê os crentes?

Em MT 25.43-46 Jesus fala sobre isso e para onde vão os que se colocam a margem dos problemas alheios.

Amados vamos nos envolver de verdade com a obra de Deus e não só de palavras, viver só da boca para fora é inútil e o fim é o inferno, passa-se a vida dentro da igreja para no final ir para o inferno do mesmo jeito e pior ainda serve de tropeço e escândalo, sejam verdadeiros consigo mesmos e principalmente, verdadeiros com Deus.

Continuando a nossa meditação, tem um texto na Bíblia que gosto muito:
Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram Rom. 12:15

Infelizmente grande parte dos crentes do evangelho moderno desconhece ou ignoram esse versículo.

Não é incomum, vermos crentes torcendo pela derrota do seu semelhante, basta ver alguém na prova, que já abrem o sorriso e dizem que já sabiam que Deus está quebrando, que vão orar pra Deus matar e coisas assim, jogam a Bíblia fora e pisam em cima, sapateiam sobre os ensinamentos Bíblicos e acham que vão para o céu.

Até os cantores gospel já viram que essa heresia vende vide a música Sabor de Mel, baboseira triunfalista e crente faz até aviãozinho dentro da igreja achando que é de Deus.

Mateus 5:44 é desconhecido deles, Jesus mandou amar os inimigos, mas os crentes odeiam até seus irmãos dentro da mesma igreja, quer ver a pessoas destruídas no pó para poderem ser felizes, é tal de pisar no irmão para alcançar cargo, credencial, posição.

E acham que vão para o céu, estão indo a passos largos para o inferno e se sentem a ultima coca cola do deserto.

Amados, parem de ir pela cabeça dos outros analisem o que a Bíblia diz, vejam o que Jesus ensinou em sua Palavra, o Senhor disse que o povo perece por falta de conhecimento Oséias 4:6 e falta de saber que Deus não tem prazer na destruição do ímpio Ezequiel 18:23 e 33.11, está levando muitos crentes fervorosos a irem para o inferno, simplesmente por querer ver seu próximo destruído.

Sinta a dor do seu irmão, chore com ele e depois se alegre junto, as diferenças doutrinárias não podem ser pretexto para isso.

Há coisa de um ano, vi duas mulheres de oração, fervorosas falando que iria orar para Deus matar alguns crentes, ai isso é oração contrária e é feitiçaria, igrejas repletas de feiticeiros e esse ficarão de fora.

Convertam-se desse erro e tornem ao primeiro amor, ainda da tempo de entrar no céu.

Depoimento: PRESB. CLEBER DISTEFANO - AD MADUREIRA EM MOGI GUAÇU - SP -  Publicado com autorização.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A POSTURA DO BOM OBREIRO.

 A POSTURA DO BOM OBREIRO

I.                   Introdução.

O Ministério é fundamental para a edificação do Corpo de Cristo, bem como para o crescimento da Sua Igreja em toda a face da terra. O Apóstolo Paulo deixa bem clara sua finalidade: “tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12). A Igreja do Senhor Jesus necessita de bons ministros, (Lc 10.2).

II.                Importância e necessidade na Igreja.
1)      O ministério no Antigo Testamento. (Nm 3.5,6; 8.10-15)
2)      O ministério no Novo Testamento.
a- No sentido geral, todo crente pode servir ao Senhor, (I Pe 2.9). É o atender ao convite geral de Jesus para a salvação, (Mt 11.28).

b- No sentido específico, o Senhor chama alguns e os capacita, (Mt 4.19).

3)      Termos aplicados no Novo Testamento.

a-  Ministros, (I Tm 4.6). Gr. “diakonos”. Significa (servo, servidor).

ð  O ministro como “servo” fala de: trabalho e submissão.

b-   Presbítero, (I Pe 5.1-3; II Jo 1). Gr. “presbuteros”. Significa pessoa madura, sábia, experiente.

ð  O ministro como “presbítero” fala de: maturidade em todos os sentidos. Paulo diz “não neófito”, (I Tm 3.6).

c-Bispo, (At 20.28) Gr. “episcopos”. Significa vigia, supervisor, administrador.

ð  O ministro chamado “bispo” fala de estar atento, alerta, vigilante, (Nm 8.24,25; At 20.29). Portanto, é preciso ter boa visão espiritual. Existem perigos camuflados por toda parte.

d- Pastor, (Ef 4.11). Gr. “poimeem”. Significa protetor, provedor, guia (em relação ao rebanho).

ð  O ministro chamado “pastor”, fala do cuidado com o rebanho, não somente alimentando-o e guiando-o, mas principalmente, defendendo-o e protegendo-o.



4)      A importância e dignidade do ministério.

As mais diversas designações a que as Escrituras atribuem ao ministro mostram a dignidade e a importância do ministério.

a-      Anjo do Senhor, (Ml 2.7).
b-      Anjo da Igreja, (Ap 1.20; 2.10).
c-      Estrela (na destra do Senhor), Ap 1.16,20.
d-     Embaixador de Cristo, (II Co 5.20).
e-      Ministro de Cristo, (I Co 4.1).
f-       Despenseiro, (I Co 4.1).
g-      Defensor da fé, (Fp 1.7,16, 17; Jd 3).
h-      Cooperador de Deus, (I Co 3.9).
i-        Homem de Deus, (I Tm 6.11; II Tm 3.17).
j-        Servo, (Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1; II Pe 1.1; Tg 1.1; Jd 1)

III.             Vida pessoal do ministro.
É fundamental ao bom ministro de Deus sua preocupação com a vida pessoal. Muitos têm negligenciado nesta área e fracassaram. Paulo recomenda: “tem cuidado e ti mesmo e da doutrina...” (I Tm 4.16). O ministro de Deus precisa ter sempre em mente quem é: O ministro é um homem chamado por Deus, (Jr 3.15).
·O ministro é um homem procurado por Deus, (Ez 22.26-31).
·O ministro é um homem a serviço de Deus, (At 20.28). E como tal, deve manter uma vida íntegra e acima de qualquer suspeita.

1)  Seu relacionamento Com Deus.

a) Sua chamada. O ministério não é um cargo e sim um dom a ser exercido. O cargo é temporário, já o dom ministerial é concedido por Deus, é dado sem arrependimento e como tal, é permanente.

Existem alguns tipos de chamadas para o Ministério, segundo o Pr. José Apolônio.

ð A chamada humana: “Vem, estamos precisando de você, vamos te consagrar”, etc. Nesta, Deus não tem nenhuma participação, (Jz 17.10). É muito perigosa.


ð  Chamada própria: O candidato se apresenta e se oferece para o trabalho, a exemplo de Ló. Abraão foi chamado por Deus, mas Ló, seu sobrinho, “foi com ele” (Gn 12.4). São daqueles que o pastor se muda para outro campo de trabalho e leva consigo seus amigos, parentes e auxiliares só para atrapalhar e criar problemas com os obreiros locais. Aimaás é outro exemplo, (II Sm 18.19).

A diferença: a Bíblia diz que Ló olhou para a campina regada, (Gn 13.10); Abraão olhou para “os céus”, (Gn 15.5).

ð  Chamada Divina: É da maior importância para o ministro de Deus saber quem o chamou para o ministério. A chamada divina é inconfundível. Quando Deus chamou a Paulo (At 9.15), falou com Ananias dizendo-lhe que tinha chamado a Paulo para o ministério. Em At 22.17,22, Deus também falou com Paulo diretamente.

1.  Geral. (At 1.8).
2.  Específica.
3.  A trindade e a chamada ministerial.
·Deus, o Pai chama: (Is 43.10; Am 7.14,15; Jo 1.6; Jr 1.5-7).
·Deus, o Filho chama: (Jo 15.16; 20.21; I Tm 1.12).
·Deus, o Espírito Santo chama: (At 20.28; I Co 6.19,20).

ð  O que o ministério não é:

1. O ministério não é emprego, (Jz 17.7-13; 18.3,4). Jesus referiu-se aos profissionais, (Jo 10.13).

2. O ministério não é hereditário nem transferível.
3. O ministério não é cargo apenas. É algo mais é dom de Deus.
4.      O ministério é uma vocação. Qualquer pessoa pode exercer sua profissão sem a menor vocação, porem nenhum ministro exercerá o ministério sem o devido chamamento e vocação do Senhor, sem causar muitos desastres.

5.      O ministério é dado por Deus, de várias formas:
Arão foi chamado à distância, ele nem mesmo sabia, (Ex 4.14-16).
A chamada de Davi: Samuel o líder escolheu Eliabe, (I Sm 16.6); Jessé, o pai, escolheu Aminadabe, (v.8); Deus, o dono da obra escolheu a Davi, que nem presente estava, (v.7).
·Jonas foi chamado, independente de sua vontade, (Jn 1.1-3; Am 7.14,15). Levi, (Mc 2.14).   Paulo, At 26.16).

b) Sua vida devocional:
ð  Oração: Davi, (Sl 55.17); Daniel, (Dn 6.10); Jesus, (Mt 26.44).
ð  Leitura Sistemática das Escrituras: (Sl 119.97; 119.147)
 Como prevenção, (Sl 119.11).
Consolo, (119.50).
Direção de Deus, (Sl 119.105).
Ordenar os passos, (119.133).
Para alcançar a tríplice bênção, (Ap 1.3).

c) Seu Preparo.
ð  A chamada divina não prepara o ministro.
ð  Diante da convicção da chamada divina, deve o homem de Deus, buscar de todas as formas, o seu devido preparo.

ð  Áreas de preparação: Cultural, Bíblica, Teológica, etc.
d) Suas qualificações.

1.Honesto (ARC), ordeiro (ARA), (I Tm 3.2,3). Significa que o ministro deve cumprir seus deveres e por em ordem sua vida interior. Ordenando sua vida interior, o homem de Deus passa a ser exemplo:
Nos negócios, (I Ts 4.10-12; Cl 3.23
Na sociedade, (I Co 10.31-33; Cl 4.5,6; I Pe 2.12-15
Na igreja, (Fp 1.27; Rm 14.19; Fp 2.3,4).

2. Irrepreensível, (3.2); Paulo escolheu a Timóteo como seu companheiro de viagem, porque “dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icôneo”, (At 16.2).

3.  Hospitaleiro, (3.2);
4.  Apto para ensinar, (3.2);
5.  Não dado ao vinho, (3.3);
6.  Não espancador, não violento, (3.3; Tt 1.7).
7. Não avarento, (3.3). A avareza conduz o servo de Deus ao fracasso ministerial. Hoje a Igreja tem sofrido graças à “mercenários”, homens que fazem do Evangelho, verdadeira fonte de enriquecimento pessoal.
A avareza levou Acã apanhar o que era ilícito mesmo sabendo das conseqüências, (Js 7.21), levou Balaão a dar conselhos em troca dos prêmios de Balaque, (Nm 31.15,16; 22.5; 23.8; II Pe 2.15; Jd 11; Ap 2.14), levou Judas a trair o Salvador Jesus por trinta moedas de prata, (Mt 26.14-16).
8.   Não dominador, (III Jo 9-11).  O ministro não é um ditador, nem dono da igreja, e sim um servo.

9.  Paciente, bondoso, perseverante, (3.3);
10.  Pacífico, (3.3);
11.  Não soberbo,
12.  Não irascível, (Tt 1.7). o que se ira com facilidade demonstra desequilíbrio e insegurança.

13.Não arrogante, (Tt 1.7). Mesmo sabendo que está errado não aceita obedecer. O arrogante busca sempre seus próprios interesses e direitos. Não respeita os direitos, sentimentos e interesses dos outros.

14.  Amigo do bem, (1.8);
15.  Justo, honesto e piedoso, (1.8);
16.  Santo limpo e moral, (1.8);
17.  Temperante, vigilante, (1.8); Moderado em seus apetites, quanto à bebida, comida e sexo, (I Tm 3.2).
18.  Que retêm firme a palavra fiel, (1.9);
19.  Atitude exemplar familiar, (Tm 3.2-7);

20.  Sóbrio,sensato, cordato, prudente, (I Tm 3.2; I Pe 1.13; 4.7; 5.8; Tt 1.8); 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

É MUITO INTERESSANTE...

Muito interessante saber:
 
è O vidro demora um milhão de anos para se decompor, o que significa que nunca se desgasta e pode ser reciclado um número infinito de vezes!
è O ouro é o único metal que não enferruja, mesmo estando enterrado no solo por milhares de anos.
è A língua é o único músculo do corpo que está ligado apenas a uma extremidade.
è Se você parar de ficar com sede, você precisa beber mais água. Quando o corpo humano está desidratado, o mecanismo de sede é desligado.
è A cada ano, dois milhões fumantes param de fumar ou morrem de doenças relacionadas com o tabaco.
è Zero é o único número que não pode ser representado por algarismos romanos.
è Pipas foram utilizadas na Guerra Civil Americana para entregar cartas e jornais.
è A canção, Auld Lang Syne, é cantada a meia-noite, em quase todos os países de língua Inglêsa para celebrar o novo ano. No Brasil, Portugal, França, Espanha, Grécia, Polônia e Alemanha, é uma canção de despedida. (Adeus amor eu vou partir…)
è Beber água depois de comer reduz 61 por cento do ácido na boca.
è O óleo de amendoim é usado para cozinhar em submarinos, porque não solta fumaça a menos que seja aquecido acima de 450F ou 232C.
è O barulho que ouvimos quando colocamos uma concha junto ao nosso ouvido não é o oceano, mas sim o som do sangue correndo nas veias da orelha.
è Nove em cada 10 seres vivos vivem no oceano.
è A banana não pode se reproduzir por si só. Ela só pode ser reproduzida pela mão do homem.
è Aeroportos em altitudes mais elevadas requerem uma pista mais longa, devido à menor densidade do ar.
è A Universidade do Alaska abrange quatro fusos horários.
èO dente é a única parte do corpo humano que não pode se curar ou regenerar.
èNa Grécia antiga, jogar uma maçã a uma mulher era uma proposta de casamento. Pega-la significava aceitação.
èWarner Communications pagou 28.000 mil dólares para os direitos autorais da canção Parabéns pra Você.
è As pessoas inteligentes têm mais zinco e cobre em seu cabelo.
è A cauda de um cometa aponta sempre para longe do sol.
è A vacina contra a gripe suína em 1976 causou mais mortes e doenças do que a doença pretendia evitar.
è A cafeína aumenta o poder da aspirina e outros analgésicos, é por isso que é encontrada em alguns medicamentos.
è A saudação militar é um gesto que evoluiu desde os tempos medievais, quando os cavaleiros de armadura levantavam suas máscaras para revelar sua identidade.
è Se você estiver no fundo de um poço ou embaixo de uma chaminé alta e olhar para cima, você verá as estrelas, mesmo estando no meio do dia.
è Quando uma pessoa morre, a audição é o último sentido a desaparecer. O primeiro sentido perdido é a visão.
è Nos tempos antigos estranhos apertavam as mãos para mostrar que estavam desarmados.
è Morangos são os únicos frutos cujas sementes crescem na parte exterior.
è Abacates têm calorias mais altas do que qualquer outra fruta: 167 calorias para cada cem gramas.
è A Lua se afasta da Terra cerca de dois centímetros por ano.
è A Terra fica 100 toneladas mais pesada a cada dia devido à queda de poeira espacial.
è Devido à gravidade da Terra é impossível montanhas serem mais altas do que 15 mil metros.
è Mickey Mouse é conhecido como "Topolino", na Itália ..
è Soldados em formação não podem marchar quando atravessam pontes, porque poderiam criar vibração suficiente para derrubar a ponte.
è Tudo pesa um por cento menos no equador.
è Para cada kg adicional de carga em um vôo espacial, 530 kg adicionais de combustível são necessários para decolagem.
è A letra J não aparece em qualquer lugar da tabela periódica dos elementos.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

GALATAS - A IGREJA CONFUSA

Estudo Textual: Gálatas 1:1 - 2:10

Não Sigam Outro Evangelho

Não sigam outro evangelho (1:1-9). Paulo começa a sua carta às igrejas da Galácia abordando a questão de autoridade. Sua própria autoridade como apóstolo veio diretamente de Jesus (1:1). A autoridade de Jesus era a autoridade de Deus, que foi provada na ressurreição (1:1; veja Mateus 28:18 e Atos 17:30-31). O evangelho que Paulo pregou falou sobre a graça de Cristo, que se entregou pelos nossos pecados “para nos desarraigar deste mundo perverso” (1:4).

Contudo, alguns perturbavam os gálatas, pregando “outro evangelho” (1:6). De fato, não existe outro evangelho, mas estes estavam pervertendo “o evangelho de Cristo” (1:7). Perverter o evangelho quer dizer acrescentar (ou diminuir) sem a autori-dade de Cristo. Paulo disse que qualquer pessoa que “vos pregue evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” — mesmo se for um apóstolo ou um anjo do céu (1:8-9)! “Anátema” quer dizer “separado para ser destruído”. Qualquer pessoa que não ensina o evangelho que Cristo entregou não tem a autoridade de Cristo e será destruída (veja 2 João 9).
A fonte do evangelho (1:10-24). Paulo afirmou enfaticamente que o evangelho que ele ensinava não veio do homem. Primeiro, se viesse dos homens, seria mais agradável a eles. Mas, Paulo está sendo perseguido por seu evangelho, até pelos próprios gálatas! (Veja 4:16 e 5:11). Está sendo perseguido porque ele procura agradar a Cristo, não ao homem (1:10; veja Mateus 6:24).

Quando Paulo recebeu o evangelho de Cristo (1:11-12), ele não foi para Jerusalém para ser instruído pelos outros apóstolos. Antes, ele foi diretamente para Arábia e Damasco, pregando o evangelho que tinha recebido (1:15-17; veja Atos 9:1-22). Três anos passaram antes de Paulo encontrar os apóstolos em Jerusalém (1:18). Os irmãos na Judéia não o conheciam, mas apenas ouviram que ele estava pregando a mesma fé que anteriormente tentava destruir (1:22-23). O ponto dele é este: sem conhecer os outros, como ele poderia ter recebido o evangelho deles?

Paulo perante os falsos mestres (2:1-10). Quando Paulo voltou a Jerusalém 14 anos mais tarde, ele comunicou aos líderes da igreja o evangelho que ele havia pregado entre os gentios (2:1-2). Ele viajava com um gentio chamado Tito. Alguns “falsos irmãos” tentaram convencê-lo a ser circuncidado. Mas Paulo não se submeteu a eles por “nem uma hora” quando queriam avançar seu acréscimo (e perversão) do evangelho, “para que a verdade do evangelho permanecesse” (2:3-5).
Quando Tiago, Cefas e João viram que Deus estava trabalhando em Paulo como também trabalhava em Pedro, eles lhe ofereceram “a destra de comunhão”, aceitando-o porque Deus o havia aceitado (2:6-9). Eles reconheceram que a sua glória era de Cristo, e eles não pediram que ele mudasse algum ensinamento. Pediram apenas que ele lembrasse dos pobres, como já o fazia (2:10).

- por Carl Ballard


Estudo Textual: Gálatas 2:11 - 3:5 

A Justificação Vem pela Fé

O erro de Pedro (2:11-21). Quando o apóstolo Pedro (Cefas, veja João 1:41-42) visitou Antioquia, Paulo viu que ele não praticava a mesma coisa que pregava (2:11-14). Até o fiel Barnabé (veja Atos 11:22-24) começou a praticar erro devido ao mau exemplo de Pedro (2:13). Se esses homens erraram, pessoas honestas podem errar em questões de fé hoje em dia.
Pedro errou porque temia “os da circuncisão”. O foco dele estava em homens e não em Deus. Deus revelou o evangelho e nos julgará por ele (João 12:47-49). Muitas pessoas praticam erro porque querem agradar seus cônjuges, pais, amigos ou pastores ao invés de focalizar Deus e sua palavra (1:10; veja Mateus 10:28).

Os judeus procuraram ser justificados por Deus devido às suas obras da lei (o Velho Testamento). Mas o evangelho de Cristo revela que homens não são justificados por obras da lei, e sim pela fé em Cristo Jesus (2:16). Enquanto Pedro tinha sido justificado pela fé em Cristo, ele voltou à prática da lei como se a sua justificação pela fé não fosse suficiente. Muitos hoje que alegam ter fé em Cristo caem no mesmo erro de Pedro: guardando o sábado, pagando o dízimo, procurando intercessão de sacerdotes e praticando outras obras baseadas na justiça da lei. Mas voltando à lei nega a graça de Cristo, e invalida a morte dele (2:21).

Obras da lei podem justificar uma pessoa somente se ela guardar perfeitamente toda a lei (veja Tiago 2:10). Cristo morreu porque todos são pecadores —tanto judeus como gentios. Todos têm desobedecido a lei de Deus (2:17; veja Romanos 3:23). Aquele que foi justificado pela fé em Cristo tem morrido para a lei, “a fim de viver para Deus” (2:19). Morrer relativamente à lei não quer dizer viver sem lei (veja 1 Coríntios 9:19-21). Antes, quer dizer fazer as obras de Deus (Efésios 2:10) como pessoa justificada, não como pessoa que procura se justificar pelas suas próprias obras. Viver pela fé exige uma vida de sacrifícios diários, para que possamos nos entregar àquele que nos justificou (2:19-20; veja Romanos 12:1-2).

Obras da lei ou pregação da fé? (3:1-5). Os gálatas haviam sido justificados pela fé em Cristo Jesus sem saber nada sobre a lei de Moisés. Seria tolice para eles voltarem a uma lei que não justifica, uma vez que já foram justificados em Cristo (3:1).
Os gálatas haviam recebido o Espírito Santo como a confirmação do evangelho (3:2; veja Marcos 16:15-20; 2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:4). Se Deus lhes tinha confirmado o evangelho pelo Espírito, como é que eles procuraram o aperfeiçoamento através de leis que pertencem à carne: circuncisão, restrições sobre alimentos, etc. (3:3-5)?
Muitos, hoje em dia, ainda procuram a perfeição por meios carnais, impondo regras baseadas no Velho Testamento. Mas, a justificação vem somente pela fé em Cristo e obediência ao evangelho dele (veja Colossenses 2:20-23; 2 João 9).

por Carl Ballard


Estudo Textual: Gálatas 3:6-29

Até Que Viesse o Cristo

Recipientes da promessa (3:6-18). No livro de Gênesis, Deus fez várias promessas a Abraão (Gênesis 12:1-3). Quando Deus confirmou essas promessas, Abraão "creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça" (3:6; Gênesis 15:6). Dessa forma percebemos que Abraão não foi justificado por guardar perfeitamente as obras da lei, e sim pela fé nas promessas de Deus (3:10-12). Mas, a promessa de bênção não foi limitada a Abraão: "Em ti, serão abençoados todos os povos" (3:8).

Deus fez a aliança para abençoar as nações com Abraão e seu descendente, o Cristo (3:16). Foi confirmada pela promessa, que Abraão aceitou (3:17,6). A lei, que entrou em vigor 430 anos depois, não anulou a promessa já dada gratuitamente a Abraão. Junto com Abraão, todos que vivem pela fé nas promessas de Deus herdam a bênção que foi prometida em Cristo muito tempo antes de existir a lei (3:9,14,18).

O propósito da lei (3:19-25). Embora a promessa de bênção já tinha sido dada, a lei foi necessária por dois motivos:

"por causa das transgressões" (3:19).
 A lei foi dada a Israel quando saiu do Egito, para que fosse uma nação santa, diferente das outras ao seu redor (Êxodo 19:1-6). A lei trouxe conhecimento do pecado e castigo pelo pecado para que o pecado pudesse ser evitado (veja Romanos 3:19-20; 5:13; 7:7).

"para nos conduzir a Cristo" (3:24). Uma vez que alguém transgrediu a lei, ele foi condenado porque a lei não trouxe perdão pelo pecado (3:10,21-22). Nos sacrifícios de animais, a lei serviu como sombra do perdão pelo pecado que seria realizado no perfeito sacrifício de Cristo (veja Hebreus 9:1 - 10:18). Assim, a lei foi dada para proteger contra o pecado "até que viesse o descendente a quem se fez a promessa", Cristo (3:16,19-23). A lei foi feita para guiar, não para salvar. Mesmo na época da lei, a salvação foi dada somente através do futuro sacrifício de Cristo (Hebreus 9:15).
A importância desses fatos é isto: se a lei foi dada até a vinda de Cristo, então, uma vez que ele veio, a lei não está mais em vigor (3:24-25).

Filhos e herdeiros mediante a fé (3:26-29). Uma vez que a lei não está mais em vigor, nós devemos nos tornar filhos de Deus da mesma maneira que Abraão o fez, pela fé na promessa do Cristo (3:7,26). Os filhos de Deus pela fé são aqueles que se revestiram de Cristo no batismo — uma resposta de fé (veja 1 Pedro 3:21) — e que, por isso, se uniram a ele como "herdeiros segundo a promessa" (3:27-29).

  • -por Carl Ballard


Estudo Textual: Gálatas 4:1-31

Na Plenitude do Tempo

Continuando a discussão da herança que vem pela fé e não pela lei (veja capítulo 3), Paulo utiliza duas ilustrações para esclarecer seu ponto:

1ª Ilustração: Herdeiro X Escravo (4:1-11). O herdeiro, um dia, será senhor da casa. Não obstante, enquanto é menor ele não tem nenhum direito mais do que os escravos (4:1). Até que alcance uma idade determinada pelo pai, ele continua sob a supervisão de tutores e curadores (4:2). Contanto, chegando à maior idade, ele recebe todos os seus direitos como herdeiro.

Em termos espirituais, tanto judeus como gentios eram menores na casa de Deus, sem direitos à herança (4:3). Mas, Deus determinou que o tempo da maior idade para ambos chegaria em Cristo (4:4-5). Em Cristo, os dois se tornam filhos e herdeiros, com todos os devidos benefícios (4:6-7).

Como menores sem Cristo, tanto judeus como gentios estavam "sujeitos aos rudimentos do mundo" (4:3). Os gentios estavam sujeitos aos falsos deuses (4:8). Os judeus estavam sujeitos a uma lei física (4:10). Porém, em Cristo, ambos são "conhecidos por Deus", reconhecidos como os verdadeiros herdeiros. Voltando à idolatria ou à lei de Moisés seria voltar à escravidão e perder a herança (4:9,11).

"Inimigo, por vos dizer a verdade?" (4:12-20). Paulo pediu que eles seguissem o seu exemplo (4:12). Ele deixou para trás tudo que ele era como judeu para adquirir as riquezas de Cristo (veja Filipenses 3:2-11). Do mesmo modo, esses judeus e gentios precisam deixar tudo para ganhar a herança em Cristo.

Paulo ficou admirado que aqueles que o aceitou quando ele pregou no início (4:13-15) agora o rejeitaram por causa da verdade (4:16). Infelizmente, muitos recebem a palavra de Deus com prontidão até que a verdade pise nas suas tradições. Devemos ser zelosos pelo bem (4:18), custe o que custar, e prontos para aceitar a verdade de Deus, mesmo se ela contradiz tudo que sempre acreditávamos.

2ª Ilustração: As duas alianças (4:21-31). Para entender melhor este trecho, veja Gênesis capítulos 16, 20 e 21. A segunda ilustração é uma forte imagem baseada na história de Isaque e Ismael. Ismael foi o filho de Abraão pela serva Agar, "segundo a carne", ou seja, através de meios perfeitamente naturais. Isaque, porém, foi o filho de Abraão e sua esposa, Sara, que já tinha passado a idade para ter filhos. O nascimento de Isaque não foi um acontecimento natural, e sim o cumpri-mento da promessa de Deus (4:21-23).

Paulo diz que isso é uma alegoria da nossa situação atual em Cristo. Agar representa todos que são filhos de Abraão segundo a carne —aqueles que nasceram em Israel. Estes são os escravos sob a lei (4:24-25). Mas Sára representa todos que são filhos de Abraão segundo a promessa —segundo a fé em Cristo (veja 3:26-27). Estes são os herdeiros, "filhos da promessa, como Isaque" (4:26-28). A Escritura diz que estes da promessa receberão a herança, e aqueles da carne serão lançados fora (4:30). 

-por Carl Ballard


Estudo Textual: Gálatas 5:1-26

Permanecei Firmes em Cristo

Paulo começou defendendo o evangelho e o seu próprio apostolado (capítulos 1 e 2). Então, ele ensinou que a justificação do pecado vem pela fé no evangelho, e não por guardar a lei de Moisés (capítulos 3 e 4). Agora, tendo apresentado o argumento que o cristão nasce à liberdade em Cristo e não à escravidão (4:21-31), ele encerra a carta com aplicações práticas da liberdade cristã (capítulos 5 e 6).

Liberdade em Cristo (5:1-12). Cristo libertou esses discípulos do rigor da lei mosaica, mas ainda corriam risco de voltar à escravidão (5:1). Paulo lhes avisou que, se eles se submetessem à lei (especificamente à circuncisão), não aproveitariam Cristo (5:2). Há dois motivos para isso. Primeiro, a pessoa é justificada pela lei somente se ela guardar “toda a lei” (5:3; veja Tiago 2:10). A circuncisão é o primeiro passo de uma lei que precisaria ser guardada inteiramente. Segundo, procurando a justificação pela lei nega a graça de Deus no sacrifício de Cristo (5:4-5). Cristo derramou seu sangue para a remissão dos pecados (veja Mateus 26:28 e Hebreus 9:11-15). As pessoas que respondem a esse sacrifício com fé ativa e amorosa são justificadas (5:5-6). Aqueles que procuram remissão dos pecados através de obras da lei decaem da graça (5:4).
Embora esses começaram na liberdade, estavam sendo impedidos de continuarem na verdade (5:7). Paulo os chamou na verdade, mas outros mudaram a mensagem (5:8). Mudando o evangelho sempre impede, ao invés de ajudar. Doutrinas falsas têm efeitos duradouros, e aqueles que as divulgam receberão punição justa (5:9-10; Tiago 3:1). Aqueles que ensinam que os cristãos precisam guardar alguma parte da lei de Moisés hoje “incitam à rebeldia” contra o evangelho de Deus (5:11-12).
Liberdade exige serviço (5:13-15). Embora há liberdade, em Cristo, da lei de Moisés, essa liberdade não quer dizer que estamos sem lei (veja 1 Coríntios 9:20-21; Tiago 1:22-25). A vida do cristão é uma de serviço ao Senhor e aos outros: a fé “atua pelo amor” (5:6,13). Esses irmãos foram divididos pelo ensinamento falso no meio deles e estavam atacando ao invés de servir um ao outro (5:15). No seu “zelo” pela lei, já estavam negligenciando a lei em que esperavam a salvação (5:14).

Andai no Espírito (5:16-26). O Espírito e a carne são inimigos naturais (5:17). Andando no Espírito excluirá, naturalmente, andando na carne (5:16). No contexto, andar no Espírito é a mesma coisa de ser “guiados pelo Espírito”. Não é alguma experiência mística no Espírito Santo, e sim, o andar claramente delineado em contraste com o andar da carne. Aqueles que continuam nas “obras da carne” (5:19-21) não são guiados pelo Espírito de Deus, e “não herdarão o reino de Deus” (5:21). Por outro lado, aqueles que cultivam “o fruto do Espírito” (5:22-23) não recebem nenhuma condenação pela lei; são justificados (5:23). O cristão cultiva fruto espiritual porque ele se crucifica com Cristo e vive como um ressurreto, no Espírito e não na carne (5:24-25; veja Romanos 6:1-14; Colossenses 2:11-12). Aquele que não crucificou a si mesmo ainda faz as obras da carne, tentando se exaltar por meios carnais (5:26).

-por Carl Ballard


Estudo Textual: Gálatas 6:1-18

Levai as Cargas Uns dos Outros

Ensinamento falso estava causando divisão entre os discípulos na Galácia. Estavam atacando um ao outro (5:15) e invejosamente se exaltando uns sobre os outros (5:26), ao invés de trabalhar juntos para superar batalhas espirituais. Mas, na guerra contra o pecado, precisamos da ajuda um do outro para encorajamento e força. Em Gálatas 6, Paulo continua com as aplicações práticas na vida cristã, exortando os irmãos a ajudarem um ao outro.

Levar as cargas dos irmãos (6:1-10). Se um irmão cair no pecado, outro que "anda no Espírito" (veja 5:16,22-26) tem a responsabilidade de corrigi-lo, evitando que aquele esteja sobrecarregado pelo erro (6:1; veja Tiago 5:19-20; Judas 22-23). Ajudando o outro a superar o pecado mostra o amor que cumpre tanto a lei de Moisés como a de Cristo (6:2; veja 5:14).
A pessoa de mente carnal, porém, não ajuda o irmão caído, pois vê a oportunidade para se julgar superior (6:3; veja Lucas 18:9-14). Paulo avisa que tal auto-julgamento comparativo é vão, porque cada um será julgado individualmente de acordo com seu próprio desempenho nos seus deveres (6:4-5; veja 2 Coríntios 5:10). Ironicamente, aquele que não ajuda o irmão caído a ficar em pé já se julga como irresponsável.

Em termos mais gerais, o cristão tem o dever perante Deus para fazer o bem para seus irmãos. O servo de Deus tem responsabilidade de compartilhar "todas as coisas boas" com aquele que se dedica ao ensinamento da palavra de Deus (6:6).

Com Deus, o que uma pessoa semeia é o que ela ceifará (6:7). A pessoa que desperdiça seus recursos satisfazendo desejos carnais receberá somente a herança da carne: a corrupção. Porém, aquele que usa seus recursos para o crescimento espiritual receberá a recompensa do espírito: a vida eterna (6:8-9).
O cristão tem a responsabilidade de usar todos os seus recursos (espirituais, financeiros e outros) de um modo que agrada a Deus. A responsabilidade individual de fazer "o bem a todos" (6:10) incluirá ajuda ao irmão caído (6:1), apoio a um pregador do evangelho (6:6) ou dar ajuda a qualquer um que precisa.

O Israel de Deus (6:11-18). Aqueles na Galácia que exigiam a circuncisão para a salvação não estavam realmente interes-sados em ajudar as pessoas ensinadas, nem em guardar eles mesmos a lei de Moisés. Eles queriam evitar a perseguição pelos judeus (6:12-13; veja 2:11-14; 5:3,14-15). Eles se gloriaram na carne dos seus "convertidos", e não na cruz de Cristo (6:13-14). Muitos hoje ainda gloriam na carne dos seus convertidos, usando um evangelho carnal para atrair grandes números de pessoas, ao invés de ensinar a verdade de Cristo e sofrer a perseguição da cruz (6:14; 2 Timóteo 3:12-13). A verdadeira conversão vem, não por meios carnais, e sim na circuncisão do coração, para se tornar uma nova criatura (6:15; veja Colossenses 2:11-15). O "Israel de Deus" são aqueles que andam segundo esta nova criação em Cristo. Estes não levam as marcas da circuncisão na sua carne, e sim as marcas de Jesus numa vida transformada (6:16-17; veja 5:22-25; Romanos 2:28-29).


-por Carl Ballard